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Hemovida

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Nossa História

Clínica Hemovida é o primeiro Banco de Sangue de Cordão Umbilical Autólogo do Centro Oeste brasileiro. Faz parte do grupo do Instituto de Hemoterapia, Instituto de Hematologia e Centro de Oncologia de Goiânia, instituições que desde a década de 60 dedicam-se à hemoterapia, hematologia e oncologia na capital de Goiás.

Funciona em sede própria com mais de 1.600m, onde estão instalados os melhores e mais modernos equipamentos que se fazem necessários para a manutenção de um padrão de excelência.

A equipe multiprofissional é altamente especializada formada por médicos hematologistas, hemoterapeutas, oncologistas enfermeiras, biomédicos, farmacêuticos, técnicos em enfermagem e técnicos em laborátorio. A clínica Hemovida proporciona um serviços altamente qualificado em coleta e processamento e armazenamento de células-tronco e sangue de cordão umbilical e medula óssea.

Estrutura

Recepção

A Clínica Hemovida é um centro especializado em coleta, processamento, criopreservação e armazenamento do sangue do cordão umbilical e placentário. É uma empresa formada por uma equipe especializada e qualificada para melhor atende-los.

Processamento

O sangue do cordão umbilical e placentário após coletado é encaminhado para o laboratório da Clinica Hemovida, para  processamento das células tronco em sistema fechado e totalmente estéril, portanto, livre de risco de contaminação. Este processo é realizado em equipamentos calibrados garantindo assim a preservação e a viabilidade das mesmas.

Criopreservação

A criopreservação ocorre após o processamento das células tronco. Elas são encaminhadas para este setor onde é realizado o congelamento gradativo em equipamento automatizado, garantindo assim a viabilidade das mesmas para posteriormente serem armazenadas em tanques de nitrogênio a – 196º C.

Armazenamento

A Clínica Hemovida atua com tecnologia de ponta no sistema  de armazenamento de células tronco do sangue do cordão umbilical e placentário, sendo monitorado por 24hs.

Células Tronco

As células-tronco são células com capacidade de auto-replicação, isto é, com capacidade de gerar uma cópia idêntica a si mesma e com potencial de diferenciar-se em vários tecidos.

Todo organismo é composto por diferentes tipos de células. Entre as cerca de 75 trilhões de células existentes em um homem adulto, por exemplo, são encontrados em torno de 200 tipos celulares distintos. Todos eles derivam de células precursoras, denominadas “células-tronco”.

O processo de diferenciação, que gera as células especializadas (da pele, ossos, cartilagens, sangue, músculos, sistema nervoso e outros órgãos e tecidos humanos) é regulado, em cada caso, pela expressão de genes específicos na célula-tronco, mas ainda não se sabe em detalhes como isso ocorre e que outros fatores estão envolvidos. Compreender e controlar esse processo é um dos grandes desafios da ciência na atualidade.

As células-tronco embrionárias (CTE) são conhecidas como stem cells e são denominadas pluripotentes, pois podem proliferar indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas também podem se diferenciar se forem modificadas as condições de cultivo. Vários laboratórios já conseguiram a diferenciação de células stem cell de camundongos, em cultura, em tipos tão distintos quanto as células hematopoéticas (precursoras das células sangüíneas) e as do sistema nervoso (neurônios, astrócitos e oligodendrócitos), entre outras.

Quanto à classificação, podem ser:

.: Totipotentes: aquelas células que são capazes de diferenciarem-se em todos os 216 tecidos que formam o corpo humano, incluindo a placenta e anexos embrionários. As células totipotentes são encontradas nos embriões nas primeiras fases de divisão, isto é, quando o embrião tem até 16 - 32 células, que corresponde a 3 ou 4 dias de vida;

.: Pluripotentes ou multipotentes: aquelas células capazes de diferenciar-se em quase todos os tecidos humanos, excluindo a placenta e anexos embrionários, ou seja, a partir de 32 - 64 células, aproximadamente a partir do 5º dia de vida, fase considerada de blastocisto. As células internas do blastocisto são pluripotentes enquanto as células da membrana externa destinam-se a produção da placenta e as membranas embrionárias;

.: Oligotentes: aquelas células que se diferenciam em poucos tecidos;

.: Unipotentes: aquelas células que se diferenciam em um único tecido.

Constitui um mistério para os cientistas a ordem ou comando que determina no embrião humano que uma célula-tronco pluripotente se diferencie em determinado tecido específico, como fígado, osso, sangue, etc. Porém em laboratório, existem substâncias ou fatores de diferenciação que quando são colocadas em culturas de células-tronco in vitro, determinam que elas se diferenciem no tecido esperado.

Quanto à natureza, podem ser:

.: Adultas: Nos tecidos adultos também podem ser encontradas células-tronco, entretanto, estas células tem uma capacidade de diferenciação limitada podendo gerar tipos específicos de tecidos. A sua função é fazer a reparação de lesões teciduais, mas a sua capacidade de multiplicação e diferenciação é limitada.

.: Embrionárias: só podem ser encontradas nos embriões humanos e são classificadas como totipotentes ou pluripotentes, devido seu alto poder de diferenciação. Estas células têm uma capacidade de multiplicação e diferenciação maiores, dependendo do estímulo utilizado.

Onde podem ser encontradas:

a) vários tecidos humanos (sangue, medula e outros tecidos), mas em quantidade muito pequena;

b) no cordão umbilical e na placenta (em quantidades bem maiores);

c) em embriões nas fases iniciais da divisão celular.

Como podem ser utilizadas:

.: Terapia Celular: tratamento de doenças ou lesões utilizando células-tronco manipuladas em laboratório. .: Terapia com células-tronco: É uma terapia celular para tratar doenças e lesões através da substituição de tecidos doentes por células saudáveis.

O transplante de medula óssea para tratar pacientes com leucemia é um método de terapia celular já conhecido e comprovadamente eficiente. A medula óssea do doador contém células-tronco sangüíneas que vão fabricar novas células sangüíneas sadias.

A terapia com células-tronco poderá no futuro tratar muitas doenças degenerativas, hoje incuráveis, causadas pela morte prematura ou mau-funcionamento de tecidos, células ou órgãos. Como exemplo, podemos citar as doenças neuromusculares, diabetes, doenças renais, cardíacas ou hepáticas. Para isso, estão sendo feitas inúmeras pesquisas no mundo todo para descobrir como fazer as células-tronco se diferenciarem no tecido que está doente.

Aplicações das células- tronco

As pesquisas com células-tronco têm sido consideradas essenciais para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças degenerativas, além de possibilitarem um maior conhecimento sobre o desenvolvimento e formação dos tecidos do corpo humano.

Aplicações em hematologia e cancerologia

A utilização de células-tronco hematopoéticas (CTH) representa hoje a única chance de cura para muitas doenças hematológicas. No transplante de medula óssea o paciente recebe quimioterapia em altas dosagens, isto promove uma intensa destruição das células do sistema hematopoiético e imunossupressão e as CTH são utilizadas para regenerar a medula óssea. Atualmente o transplante com resgate de células-tronco pode representar a única chance de cura para doenças como leucemias, linfomas refratários, tumores sólidos diversos, anemias.

O primeiro transplante utilizando células de cordão umbilical foi realizado em 1998 para o tratamento de uma forma congênita de anemia, denominada anemia de Fanconi. Desde então, foram realizados mais de 2000 transplantes utilizando células de cordão umbilical, comprovando ser uma fonte segura de células para transplante.

Aplicações em cardiologia

Em cardiologia as CTH autólogas (coletadas da medula óssea do próprio paciente) são ainda as células de escolha para uso em procedimentos que visam a regenerar o músculo cardíaco afetado por infarto.

O emprego de células-tronco (CT) pode atenuar danos causados ao coração em decorrência de hipertensão, insuficiência crônica, doença da artéria coronária ou ataque cardíaco, contribuindo para uma redução da taxa de morbidade.

Atualmente, investiga-se quais populações de CT adultas tem maior capacidade de promover reparo muscular e revascularização, havendo grande interesse nos progenitores endoteliais (angioblastos) e nas células mesenquimais da medula óssea.

Aplicações em neurologia

Entre as primeiras aplicações da terapia celular em neurologia está o tratamento da esclerose múltipla, uma doença inflamatória crônica do sistema nervoso central, de natureza autoimune, com déficit neurológico progressivo. O tratamento convencional emprega drogas imunossupressoras, mas há casos refratários onde a terapia celular com CTH aparece como alternativa. O procedimento consiste em intensa imunossupressão por quimioterapia, seguida da reconstituição do sistema imune com CTH autólogas ou alogênicas.

Ou seja, procura-se eliminar as células do sistema imune do paciente que estão agredindo seu sistema nervoso e substituí-las por novas células derivadas das CTH.

O próximo desafio nessa área são as doenças cérebro-vasculares. O interesse mais imediato é o emprego de CT na redução de morbidade após o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI), uma doença com altas taxas de mortalidade e morbidade no Brasil. Também estão sendo realizadas pesquisas em doença de Parkinson e Alzheimer.

Perspectivas futuras

As células-tronco são capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido, portanto podem significar a cura para várias doenças e a própria vida para milhares de crianças e jovens. O potencial terapêutico das CT vem se afirmando como altamente promissor.

A caracterização cada vez mais detalhada de novos tipos de CT em tecidos maduros e a exploração de fontes alternativas de CT, como o sangue de cordão umbilical, é uma linha de pesquisa relevante no rumo da medicina regenerativa.

De grande interesse é também o estudo das células tronco embrionárias (CTE). O uso de CTE está na agenda dos governos em muitos países, com fortes pressões a favor e contra o uso de blastocistos humanos oriundos de fertilização in vitro como fonte dessas células. Muitos países, como os EUA, liberaram os estudos com as linhagens de CTE já existentes (cerca de 78 ), mas proibiram temporariamente a obtenção de novas linhagens.

Outros, como o Reino Unido e Israel, têm postura liberal quanto ao uso experimental de embriões. No Brasil, até o momento, a situação ainda está indefinida. É absolutamente certo que a pesquisa com CTE pode abreviar o tempo necessário para se dominar os caminhos que levam as CT a se transformar em células do sangue, dos músculos ou do sistema nervoso. Existe a possibilidade de que, para algumas aplicações terapêuticas, essas células venham a se mostrar imprescindíveis.

Como Armazenar

O objetivo do congelamento de tecidos é manter as células íntegras para que ao serem descongeladas mantenham alta porcentagem de viabilidade, com funções preservadas.

Quando um tecido é congelado os cristais de gelo se formam predo-minantemente no meio extra- celular, com isto a concentração no meio externo aumenta (aumento da osmolaridade). Isto faz com que a célula perca água do meio intra para o extracelular, gerando uma desidratação e consequente dano celular.

Além disso, as moléculas de gelo formadas em contato com as células promovem ruptura e dano mecânico das estruturas celulares. Portanto, várias barreiras deveriam ser vencidas para que o congelamento de tecidos pudesse ser realizado.

Para evitar a desidratação letal da célula é necessário uma substância que penetre no meio intracelular rapidamente equilibrando a osmolaridade interna, evitando a desidratação celular e a formação excessiva de cristais de água. A substância atualmente utilizada para esta finalidade é o Dimetilsulfóxido (DMSO), que cumpre o objetivo da criopreservação.

O processo completo de criopreservação possui várias etapas:

1- O sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) é recebido no setor de criopreservação da Clínica HEMOVIDA. A bolsa está com etiqueta para identificação e em contêiner específico de transporte para evitar oscilações de temperatura.

2- Durante o processo são coletadas amostras para contagem de células, viabilidade celular e esterilidade.

3- O SCUP é centrifugado e o excesso de plasma (contém água, proteínas e sais) e hemácias (células vermelhas) é retirado. O material obtido no final do processamento é denominado “buffy coat” e contém as células progenitoras hematopoiéticas.

4- O sangue é colocado em bolsas plásticas especiais que resistem a baixas temperaturas. Ao material é adicionado a solução crioprotetora, que contém DMSO.

5- A bolsa com SCUP é levada ao congelador celular, no qual todo o processo de congelamento é programado por computador. A temperatura é reduzida gradualmente até atingir –90ºC.

6- A bolsa é transferida para o tanque com nitrogênio líquido cuja temperatura final é –196ºC. Com esta forma de congelamento o SCUP poderá permanecer congelado por aproximadamente 20 anos.

Artigos

Especialistas

Dra. Rosita Vieira

COREN-GO 48615 - Enfermagem

Dra. Thereza Rachel

CRBM-GO 03357 - Biomédica

Maria Céllis de Mendonça

CRESS 19ª 2240 - Esp. Assistente Social

Dra. Talita Silva Basílio

COREN - GO 236498 - Enfermagem

Dr. Humberto Ribeiro Neto

CRM-GO 1176 - Hematologia

Dr. Marco Antônio de Oliveira

CRM-GO 1183 - Hematologia

Dr. Antônio César Teixeira

CRM-GO 13322 - Hematologia

Dra. Jackeline Elizabeth

COREN-GO 233250- Enfermagem

Perguntas Frequentes

A placenta é um órgão que fica aderido ao útero e tem como função permitir a troca de gases (oxigênio e gás carbônico), nutrientes e escórias entre a mãe e o bebê. O cordão é uma estrutura composta por vasos e tecido conjuntivo que faz a ligação entre o bebê e a placenta, promovendo a circulação de sangue entre o feto e a placenta.

Após o nascimento o cordão é cortado, separando o recém-nascido da mãe e o cordão umbilical e a placenta serão descartados.
Nos vasos sanguíneos do cordão umbilical circula o sangue da criança que contém todas as células sanguíneas normais, mas diferente do adulto, possui altas concentrações de células-tronco hematopoiéticas. As células-troco são especiais, pois tem características mais imaturas e são capazes de gerar diferentes tipos celulares. Estudos recentes mostram que as células-tronco hematopoiéticas tem o potencial de gerar diferentes tecidos (sangue, músculo, etc) e principalmente asseguram a renovação dos componentes sanguíneos e do sistema imunológico (sistema de defesa do organismo).
O termo célula-tronco ou stem cell refere-se a células imaturas, primitivas e que possuem características especiais. A primeira característica é a auto-renovação, ou seja, gerar novas células primitivas garantindo a perpetuação da sua linhagem celular. A segunda característica é a capacidade de se diferenciar em tipos celulares diferentes, com isto, podem promover a regeneração de tecidos lesados. As CT podem ser encontradas:

- Embriões: após a fusão do óvulo com o espermatozóide esta única célula inicial começa a se dividir e por volta do quinto dia constitui uma massa com aproximadamente 60 células denominada blastocisto. Estas são as células embrionárias ou pluripotentes e podem se diferenciar em praticamente todos os tipos celulares existentes no organismo humano. Existe um vasto campo de pesquisa a ser explorado nesta área, no entanto, há uma grande dificuldade na sua utilização, pois são obtidas à partir de embriões humanos e a legislação de muitos países não permite sua utilização.

- Cordão umbilical e placenta: o sangue contido nestas estruturas é rico em células-tronco hematopoiéticas e é desprezado após o nascimento. Estas células tem uma capacidade de diferenciação menor que as células embrionárias. As pesquisas se direcionam principalmente para doenças hematológicas, imunológicas, neurológicas, cardíacas e câncer. As pesquisas continuam em rápida evolução, pois a sua utilização é mais ampla.

-Tecidos adultos: existem células primitivas em diversos tecidos do adulto como a medula óssea, epitélios, tecido nervoso. Entretanto, sua capacidade de diferenciação é limitada e estão em número reduzido, o que dificulta o seu isolamento e utilização
As CTH são utilizadas principalmente para reconstituição do sistema hemapoiético, responsável pelos componentes da medula óssea e sangue. Em alguns tipos de câncer a própria doença associada aos medicamentos pode promover a destruição das células-tronco hematopoiéticas que ficam localizadas na medula óssea. Nestas doenças a maior chance de cura seria o Transplante de Medula Óssea (TMO), que associa quimioterapia em altas doses com resgate da toxicidade hematológica infundindo CTH. Neste ponto um dos maiores problemas se encontra em conseguir uma fonte segura de CTH, que seja compatível e tenha número de células suficiente. As principais doenças em que são utilizadas CTH são: leucemias agudas e crônicas, linfomas refratários, síndrome mielodisplásica, neuroblastoma, entre outras. As CTH também podem ser utilizadas em algumas formas de anemias adquiridas, como na anemia aplásica severa. As principais doenças que podem ser tratadas com TMO podem ser vistas na lista em anexo (clique aqui para visualizar).

As pesquisas com células-tronco estão se multiplicando em todo o mundo, pois representam um novo campo de tratamento para doenças antes consideradas incuráveis. O grande enfoque está na terapia celular, que visa a substituição de tecidos lesados por células saudáveis.Existem pesquisas avançadas em doenças degenerativas neurológicas, cardíacas e doenças auto-imunes. Os principais exemplos são:- Doenças neurológicas (Esclerose múltipla, Parkinson, Alzheimer, acidente vascular cerebral isquêmico);- Doenças cardacas (infarto, D. de Chagas);- Doenças auto-imunes (diabetes juvenil, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica).
As células-tronco hematopoiéticas (CTH) estão presentes no organismo adulto como componentes da medula óssea, que é a estrutura responsável pela formação do sangue e se localiza no interior dos ossos. Para se obter CTH é necessário um procedimento cirúrgico para puncionar o osso e retirar o volume de sangue necessário. O maior problema nos pacientes com câncer é que a doença e/ou a quimioterapia podem promover lesão na medula óssea inviabilizando a coleta.

As vantagens do sangue de cordão são disponibilidade e facilidade de coleta, pois é um material que seria descartado após o parto, não causando dano para a mãe ou o recém-nascido. O sangue é geneticamente compatível com o bebê, não sendo necessário a pesquisa de doador.

Em dados recentes publicados pela SOBOPE (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica- www.sobope.org.br) um em cada 900 adultos serão sobreviventes de câncer na infância e muitas desses diferentes tipos de câncer podem requerer um Transplante de Medula Óssea.
O Transplante de Medula Óssea (TMO) é o procedimento que visa restaurar a capacidade do organismo de produzir células sanguíneas. Nas doenças neoplásicas (leucemias, linfomas, tumores sólidos diversos) a medula óssea pode ser infiltrada por células do câncer ou destruída pela quimioterapia. A infusão de células-tronco associado à quimioterapia em altas doses pode ser a única possibilidade de destruir o tumor e reconstituir a medula óssea para formação de componentes sanguíneos saudáveis.

O TMO já é realizado há várias décadas e as principais indicações são as doenças neoplásicas (câncer) e anemias. No entanto, uma nova linha de pesquisa são as doenças auto-imunes, em que as células responsáveis pela defesa contra doenças promovem um ataque imunológico contra o próprio organismo. As principais doenças são: lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, esclerose sistêmica, esclerose múltipla, alguns tipos de diabetes, etc.
Nas doenças em que há indicação para Transplante de Medula Óssea (já discutidos nas questões 4 e 5) uma das principais dificuldades é achar um doador geneticamente compatível. A busca sempre se inicia pela família e a maior probabilidade está entre os irmãos, sendo que a chance de cada irmão ser compatível é de 25%. A pesquisa não familiar pode ser infrutífera ou muito prolongada (entre localizar e coletar a medula pode demorar mais de 6 meses). Com a descoberta de que o sangue de cordão umbilical pode ser uma fonte rica de células-tronco hematopoiéticas foi desenvolvido a técnica de coleta e congelamento deste material. Assim, os pacientes teriam uma fonte já congelada de células rapidamente disponível. As vantagens são a rápida disponibilidade do material (já está coletado e congelado), menor transmissão de infecções (principalmente citomegalovírus) e, no caso dos bancos autólogos, compatibilidade genética. Um dos maiores desafios está no volume de células congelado, pois é necessário um número mínimo, baseado no peso do receptor, para que haja reconstituição da medula. Para contornar este problema está em pesquisa a expansão do número de células em cultura.

O primeiro transplante com células de cordão umbilical foi realizado na França em 1989 pela equipe médica chefiada pela Dra Gluckman. O doador foi o recém-nascido para a irmã portadora de uma doença genética denominada Anemia de Fanconi. Desde então centenas de transplantes foram realizados com sucesso, não havendo dúvidas de que é uma fonte viável de células-tronco hematopoiéticas.
A coleta de SCUP não interfere com o nascimento do bebê ou com os procedimentos médicos necessários. A coleta pode ser realizada em qualquer tipo de parto, cesariana ou vaginal. Existem duas técnicas de coleta, a com a placenta ainda aderida ao útero e com a placenta dequitada (após soltar-se do útero). A coleta com a placenta aderida é a mais frequentemente utilizada, pois o volume de sangue obtido é maior. Após o nascimento do bebê o cordão umbilical é clampeado (fechado com ligas ou presilhas de plástico) e cortado, separando a criança da placenta. O seguimento de cordão que ainda fica aderido à placenta é puncionado e o sangue é coleta em uma bolsa plástica especial. Este procedimento tem duração média de 5 minutos. O obstetra completa os procedimentos e a placenta solta-se do útero espontaneamente. Na segunda parte a placenta é colocada sobre uma mesa com equipamentos estéreis e o sangue que ficou em seus vasos é retirado. A coleta com a placenta dequitada é idêntica à segunda parte descrita.
A nossa equipe é formada por médicos hematologistas e enfermeiras treinadas especialmente para coleta de sangue de cordão umbilical. Toda a equipe tem conhecimento e experiência em procedimentos cirúrgicos e manipulação de material biológico.
Em média são coletados de 70 a 120 ml de sangue, dependendo das características do cordão umbilical e da placenta; o objetivo é retirar o maior volume possível. O Ministério da Saúde redigiu uma norma para garantir a qualidade na coleta e congelamento de sangue de cordão umbilical. Um dos objetivos é que toda unidade de sangue possua uma quantidade mínima de volume (70 ml) e/ou de células (5x108 células).
O Ministério da Saúde determinou normas para garantir que a mãe ou o bebê não possam vir a ter complicações relacionadas com a coleta. As contra-indicações são:

- Idade gestacional abaixo de 32 semanas- Ruptura da bolsa há mais de 18 horas- Trabalho de parto com complicações- Presença de infecção e/ou temperatura materna acima de 38º C

- Doenças que interfiram na vitalidade placentária

- Sofrimento do recém-nascido no momento do parto.

14- Então o Ministério da Saúde determina regras para a coleta e processamento de sangue de cordão umbilical?

Sim, o Ministério da Saúde criou normas para implantação e funcionamento dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical. Na portaria as normas para bancos autólogos (como é o nosso) são diferenciadas. O site está disponível para consulta pública: www.anvisa.gov.br.A HEMOVIDA segue rigorosamente as normas do Ministério, além de seus médicos e enfermeiros estarem em constante treinamento e estudo, visando manter-se em constante atualização.
O sangue coletado é transportado em maleta térmica com monitoramento da temperatura até a central de criopreservação. O material é pesado para quantificar o volume total; são coletadas amostras para avaliar a quantidade de células e sua viabilidade. Se o material estiver adequado será realizado o congelamento.
Caso o volume ou a quantidade de células não forem adequados não será realizado o congelamento. Isto pode acontecer devido a alterações no cordão umbilical ou placenta em que o volume de sangue no seu interior seja muito reduzido.
O termo criopreservação é utilizado para as técnicas de congelamento e armazenamento em temperaturas muito baixas. Na criopreservação de células de sangue de cordão umbilical o congelamento é realizado em nitrogênio líquido e as células são mantidas em uma temperatura média de -196º C.Durante o processamento são realizados testes par quantificar o número e a viabilidade das células, cultura para avaliar contaminação bacteriana.
As pesquisas iniciais indicam que as células se mantém viáveis por um tempo médio de 20 anos. O tempo total ainda não se sabe, pois por se tratar de uma técnica desenvolvida há poucos anos as primeiras células congeladas tem este tempo descrito.

Contato

Se você tem alguma dúvida sobre armazenamento do cordão umbilical,
pergunte aos nossos especialistas através do formulário abaixo:

(62) 3219-7176

Rua 7-A, Nº 158, Ed. Riol, Setor Aeroporto, Goiânia-GO
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